alternativa ao Pingdom

Uma ferramenta de equipa, para quem não tem equipa.

O Pingdom faz mais do que monitorização de uptime, e cobra por isso. A pergunta útil não é se é bom — é se estás a pagar por metade de um produto que nunca vais abrir.

// conflito de interesses Estamos a construir a De Olho, que vai competir com o Pingdom. Não vamos fingir neutralidade. O que podemos fazer é pôr a fonte ao lado de cada número e começar pelas razões para escolheres a ferramenta deles — que é o que está mais abaixo nesta página.

O Pingdom pertence à SolarWinds e está desenhado para quem tem uma equipa de infraestrutura: monitorização sintética, transacções com vários passos, monitorização de utilizadores reais, análise de velocidade de página. É um produto sério e mais fundo do que qualquer coisa que nós venhamos a construir.

A estrutura de preços segue essa lógica. Compram-se blocos: verificações de uptime, verificações avançadas, créditos de SMS, pageviews. Cada eixo tem o seu escalão, e a factura é a soma de todos eles.

Para uma equipa com um SRE de serviço, isto faz sentido — cada eixo corresponde a uma responsabilidade que alguém tem. Para uma pessoa que gere quinze sites de clientes e é ao mesmo tempo o programador e o suporte, é uma quantidade de produto que se paga e não se usa.

// os números

O que o Pingdom cobra e entrega.

Confirmado directamente na página oficial. Preços mudam sem aviso — se alguma destas linhas já não bater certo, diz-nos e corrigimos.

Plano gratuito
não existe — só período experimental
Entrada (monitorização sintética)
a partir de 10 $/mês
O que inclui a entrada
10 verificações de uptime, 1 avançada, 50 SMS
Escalões acima
15 $, 50 $, 95 $ e 249 $/mês
Utilizadores reais (RUM)
vendido à parte, a partir de 10 $/mês
SMS
vendidos por crédito, por escalão

fonte: pingdom.com/pricing · verificado em 2026-08-04

// a favor deles

Quando é que não devias mudar.

Esta secção vem antes das críticas de propósito. Se te revês em duas destas linhas, o resto da página provavelmente não te serve de nada.

  • Tens de medir o que o utilizador real sente, e não só se o servidor responde. A monitorização de utilizadores reais e a análise de velocidade de página são um produto a sério e nós não vamos ter nada disso.
  • Precisas de percursos com vários passos. Login, adicionar ao carrinho, pagar — verificar que a sequência inteira funciona é outra categoria de problema, e o Pingdom trata dela.
  • A conta é da empresa e não tua. Quando há orçamento de infraestrutura e um processo de compras, o preço deixa de ser o critério e a profundidade passa a ser.
  • Precisas de contratos, SLA e um interlocutor. Uma ferramenta feita por duas pessoas em Portugal não é resposta para um departamento de compras.

// onde aperta

Os sítios onde as pessoas batem.

  • Não há por onde começar sem pagar

    Sem plano gratuito, a avaliação é feita contra um relógio. Para quem quer pôr uma coisa a vigiar um site de um cliente e ver o que acontece durante uns meses, o modelo não encaixa.

  • Pagas por eixos que não usas

    Verificações avançadas, pageviews, créditos de SMS — a factura soma tudo. Se o que precisas é de saber se quinze sites estão de pé, estás a comprar um produto de observabilidade e a usar um décimo dele.

  • Os créditos de SMS são uma unidade estranha

    Um incidente prolongado consome créditos, e ficar sem eles é ficar sem o canal exactamente quando ele importa. Vender o aviso à unidade transforma o pior dia do mês numa linha de consumo.

  • A curva de aprendizagem é a de uma ferramenta de equipa

    Faz muito, e por isso tem muitos ecrãs. Não é um defeito — é a consequência de servir quem tem alguém dedicado a isto. Se não tens, o custo não é o preço, é o tempo.

// o que vamos fazer diferente

Onde é que a De Olho decide ao contrário.

Escrito no futuro porque é no futuro que está: a De Olho abre em 2026 e nada disto dá para usar hoje. A única excepção é a ferramenta gratuita, que já funciona.

  • Um preço por site vigiado

    Sem eixos, sem créditos, sem cobrar por utilizador nem por canal de alerta. Uma factura que se prevê é uma factura que se consegue repassar a um cliente sem ter de a explicar.

  • Deliberadamente mais estreito

    Sem APM, sem logs, sem traces, sem monitorização de utilizadores reais. Isso é outro produto, resolvido por gente com muito mais equipa do que nós, e fingir o contrário só encheria o produto de ecrãs que ninguém abre.

  • Escrito para quem responde a um cliente

    O relatório mensal é para ser lido por quem não é técnico e está chateado — sem percentis nem gráficos que precisem de legenda. É a diferença entre uma ferramenta de infraestrutura e uma ferramenta de quem factura manutenção.

  • Dá para experimentar sem cartão

    O plano gratuito não vai pedir dados de pagamento, nem para verificar a identidade. E a ferramenta "Está em baixo, ou és só tu?" já funciona hoje, sem conta nenhuma.

// perguntas

O que nos perguntam sobre esta comparação.

A De Olho vai ter monitorização de transacções?

Não. Verificar que um percurso de compra inteiro funciona exige executar um browser a sério, e isso é uma ordem de grandeza acima em custo e em complexidade. Ficamos no pedido HTTP, e dizemo-lo antes de perguntares.

E monitorização de velocidade de página?

Vamos guardar o tempo de resposta de cada verificação, que é o suficiente para veres uma degradação a instalar-se. Não é o mesmo que analisar o que o browser de um visitante real sentiu — para isso, o Pingdom faz o trabalho e nós não.

Quanto é que a De Olho vai custar em comparação?

Ainda não sabemos, e não vamos inventar um número para esta comparação ficar mais bonita. O que já está decidido é o modelo: preço por site vigiado, sem cobrar por utilizador nem por canal de alerta.

Ainda não dá para trocar. Dá para ficares a saber primeiro.

A De Olho abre em 2026. Quem estiver na lista de espera recebe os preços antes de serem públicos e mantém o preço de lançamento enquanto a subscrição durar.