Quatro minutos é tempo que chega para o cliente reparar.
O intervalo de verificação é a única definição que decide se és tu a avisar ou a ser avisado. Quase todas as ferramentas gratuitas usam cinco minutos, e quase ninguém repara no que isso significa.
Uma ferramenta que verifica de cinco em cinco minutos não sabe nada sobre os quatro minutos entre verificações. Uma falha que comece logo a seguir a um pedido bem sucedido só passa a existir no pedido seguinte — e nessa altura já durou quase cinco minutos.
Isto não é um problema teórico. Numa loja online à hora de almoço, cinco minutos são encomendas. Numa página de marcações de uma clínica, são chamadas que não entram. E, seja qual for o caso, é tempo suficiente para alguém do lado do cliente abrir o site, não o ver, e pegar no telefone.
A ordem por que se descobre uma falha decide a conversa toda que vem a seguir. Se souberes primeiro, escreves tu, com a hora e o estado. Se souberes depois, a conversa começa com uma pergunta a que não sabes responder.
// como vai funcionar
O que a De Olho vai fazer com isto.
Está tudo no futuro porque é aí que está: a De Olho abre em 2026. A excepção está na caixa mais abaixo — essa parte já funciona hoje.
-
Um pedido HTTP, não um ping
Um ping diz que a máquina está ligada à rede, o que é diferente de o site responder. Fazemos o pedido a sério e olhamos para o código de estado — um servidor de pé a devolver 500 está em baixo para quem lá vai.
-
Cinco minutos no plano gratuito
O minuto é o que distingue o plano pago. Não vamos fingir que o gratuito faz o mesmo: verifica de cinco em cinco, com um site, e isso está dito na página de preços em vez de estar numa nota de rodapé.
-
O tempo de resposta fica guardado
Cada verificação guarda quanto tempo demorou. Um site que passa de 200 ms para 900 ms ao longo de duas semanas não está em baixo, mas está a caminho — e é o tipo de coisa que só se vê com o registo ao lado.
-
HTTP, HTTPS e portas específicas
Além da página principal, um endpoint de API, uma porta de correio ou um serviço interno que responda por TCP.
// limites
E o que isto não vai fazer.
Dizê-lo agora poupa-te tempo se o que precisas for outra coisa.
- Não vamos descer abaixo do minuto. Há ferramentas que verificam de trinta em trinta segundos e, para o que fazemos, o ganho não compensa o custo.
- Um minuto não é tempo real. Uma falha de quarenta segundos pode passar despercebida, e nenhuma ferramenta de intervalo fixo resolve isso.
- Não executamos JavaScript. Vemos o que o servidor responde e não o que o browser desenha — um site que carrega mas rebenta no browser continua a contar como online.
// perguntas
O que nos perguntam sobre isto.
Porque é que as ferramentas gratuitas usam cinco minutos?
Porque verificar de minuto a minuto custa cinco vezes mais em pedidos e em armazenamento. É uma decisão económica perfeitamente razoável do lado delas — o problema é ser apresentada como um pormenor técnico e não como o que decide se sabes primeiro.
O meu site vai aguentar um pedido por minuto?
Sim. É um pedido a cada sessenta segundos, menos do que um único visitante a navegar. Descartamos a resposta ao fim de 32 KB, por isso nem chegamos a puxar a página inteira.
Isto conta como tráfego no meu alojamento?
Conta, e é irrelevante: cerca de 1 440 pedidos por dia com resposta cortada aos 32 KB dá alguns megabytes por mês. Nenhum plano de alojamento nota a diferença.
// a seguir
Isto não funciona sozinho.
Cada uma destas depende das outras — uma verificação rápida sem confirmação é ruído, e um alerta sem histórico não responde a ninguém.
-
Confirmação antes do alerta
Uma segunda tentativa antes de disparar. É o que impede o telemóvel de tocar por nada.
-
Verificação a partir de Portugal
Um servidor em Portugal a fazer o pedido — a mesma rota que os teus visitantes fazem.
-
Histórico que não expira
Uptime, latência e incidentes desde o primeiro dia de vigilância — sem retenção por escalões.
Avisamos-te quando abrirmos.
Um email quando o produto estiver pronto, com acesso antecipado e o preço de lançamento. Entretanto, o "Está em baixo, ou és só tu?" já funciona e não pede conta.