alternativa ao UptimeRobot

Cinquenta sites grátis, de cinco em cinco minutos.

É a ferramenta que quase toda a gente experimenta primeiro, e por boas razões. Esta página é sobre o momento em que ela deixa de chegar — que costuma ser mais tarde do que se pensa.

// conflito de interesses Estamos a construir a De Olho, que vai competir com o UptimeRobot. Não vamos fingir neutralidade. O que podemos fazer é pôr a fonte ao lado de cada número e começar pelas razões para escolheres a ferramenta deles — que é o que está mais abaixo nesta página.

O UptimeRobot é o ponto de partida da maior parte das pessoas que gerem sites de clientes, e não é por acaso: cinquenta monitores no plano gratuito é uma quantidade que aguenta uma carteira inteira sem pagar nada. Não há muitas ofertas assim em software.

O que se paga por isso está na letra da tabela e não no marketing: o plano gratuito verifica de cinco em cinco minutos e guarda três meses de histórico. Cinco minutos significa que uma falha pode durar quatro minutos antes de existir para o sistema. Três meses significa que a pergunta "o que aconteceu em Março" não tem resposta a partir de Junho.

Para muita gente isso não é problema nenhum, e essa gente devia continuar exactamente onde está. Para quem cobra uma avença de manutenção, é precisamente o inverso: o histórico antigo é o argumento comercial, e quatro minutos de atraso é a diferença entre saberes tu ou saber o cliente.

// os números

O que o UptimeRobot cobra e entrega.

Confirmado directamente na página oficial. Preços mudam sem aviso — se alguma destas linhas já não bater certo, diz-nos e corrigimos.

Plano gratuito
50 monitores
Intervalo no gratuito
5 minutos
Histórico no gratuito
3 meses
Intervalo mínimo (pago)
15 segundos
Histórico máximo
24 meses
Plano Solo
9 €/mês anual, 10 monitores
Plano Team
31 €/mês anual, 100 monitores
Webhooks e Zapier
a partir do plano Team

fonte: uptimerobot.com/pricing · verificado em 2026-08-04

// a favor deles

Quando é que não devias mudar.

Esta secção vem antes das críticas de propósito. Se te revês em duas destas linhas, o resto da página provavelmente não te serve de nada.

  • Tens muitos sites e nenhum orçamento. Cinquenta monitores por zero euros não tem equivalente, e nós não vamos ter um plano gratuito que se compare a isso.
  • Cinco minutos de atraso não te custam nada. Se ninguém te liga por causa do site e não tens de justificar disponibilidade a ninguém, o intervalo mais curto é uma feature que estás a pagar sem usar.
  • Precisas de tipos de verificação que nós não vamos ter. Cron jobs, portas UDP, registos DNS, expiração de domínio — é um leque largo e nós vamos ficar deliberadamente mais estreitos.
  • Queres uma ferramenta com anos de estrada. Existe desde 2010 e não vai desaparecer amanhã. Nós abrimos em 2026 e essa é uma diferença que não se resolve com argumentos.

// onde aperta

Os sítios onde as pessoas batem.

  • Os cinco minutos não são um pormenor

    Uma falha de três minutos pode nunca chegar a existir para o sistema, e uma de dez aparece com quatro de atraso. Se a tua relação com o cliente depende de seres tu a avisar, esses quatro minutos são exactamente a janela em que ele reparou primeiro.

  • Os três meses apagam-se sozinhos

    A retenção do plano gratuito é rotativa: o que fez três meses desaparece. Não há aviso e não há exportação automática — ou te lembras de guardar todos os meses, ou o registo do trimestre passado deixou de existir quando alguém o pedir.

  • Os webhooks estão do lado pago

    Integrar o alerta no que já usas — um webhook para o teu sistema, o Zapier, o PagerDuty — obriga a subir ao escalão Team. É a decisão de produto que nos parece mais discutível: paga-se pelo canal por onde o problema chega.

  • A verificação não é feita de Portugal

    Verifica a partir de vários pontos, nenhum deles cá. Na maior parte dos casos é indiferente; quando o problema é de rota ou de um CDN mal configurado para a Europa, é a diferença entre ver o problema e não ver.

// o que vamos fazer diferente

Onde é que a De Olho decide ao contrário.

Escrito no futuro porque é no futuro que está: a De Olho abre em 2026 e nada disto dá para usar hoje. A única excepção é a ferramenta gratuita, que já funciona.

  • Um minuto no plano pago, cinco no gratuito

    O nosso plano gratuito vai verificar de cinco em cinco minutos, tal como o deles, mas com um site em vez de cinquenta. Não vamos fingir que competimos em quantidade — competimos no que acontece quando pagas.

  • O histórico não expira

    Nos planos pagos guardamos desde o primeiro dia e não apagamos ao fim de três meses nem de vinte e quatro. São poucos dados, e é precisamente o registo antigo que tem valor quando um cliente pergunta.

  • Todos os canais em todos os planos

    Email, Slack, Discord e webhook, sem escalão a separar. Cobrar pelo canal por onde o alerta chega é cobrar pelo momento em que o cliente está a ter um problema.

  • Verificação a partir de Portugal

    Os teus clientes estão cá. A rota até um servidor português não é a mesma que até um datacenter na Virgínia, e enquanto tivermos um só ponto de verificação dizemos qual é em vez de o esconder.

// perguntas

O que nos perguntam sobre esta comparação.

Dá para migrar os monitores do UptimeRobot para a De Olho?

Ainda não dá para migrar nada, porque a De Olho ainda não abriu. Uma importação a partir da API deles está na lista do que queremos ter no lançamento, mas enquanto não existir não a vamos anunciar como se existisse.

A De Olho vai ter um plano gratuito com 50 sites?

Não. O plano gratuito vai ter um site, com verificação de cinco em cinco minutos e trinta dias de histórico. Um plano gratuito com cinquenta monitores só se sustenta com uma escala que não temos, e prometê-lo agora seria prometer uma coisa que depois teríamos de retirar.

O intervalo de cinco minutos é assim tão mau?

Depende inteiramente de quem paga a conta. Para um site pessoal é irrelevante. Para quem tem uma avença de manutenção, quatro minutos é tempo suficiente para o cliente reparar primeiro — e a partir daí a conversa deixa de ser sobre uptime e passa a ser sobre porque é que não sabias.

Estão a ser justos com uma ferramenta que é vossa concorrente?

Estamos a tentar, e por interesse próprio: se exagerarmos, quem experimentar os dois percebe em cinco minutos e perde a confiança em tudo o resto que dissermos. Os números desta página têm a fonte ao lado e a data em que os confirmámos. Se algum estiver errado, escreve-nos e corrigimos.

Ainda não dá para trocar. Dá para ficares a saber primeiro.

A De Olho abre em 2026. Quem estiver na lista de espera recebe os preços antes de serem públicos e mantém o preço de lançamento enquanto a subscrição durar.