Alternativas grátis ao UptimeRobot em 2026: o que perguntar
Alternativas grátis ao UptimeRobot em 2026: os critérios que separam uma boa escolha de um arrependimento, e o que só se descobre com vinte sites.
Há dezenas de ferramentas de monitorização de uptime e a maioria tem plano gratuito. Comparar funcionalidade a funcionalidade não ajuda muito, porque as listas são quase todas iguais e o que separa uma boa escolha de um arrependimento raramente aparece na tabela de preços.
Este texto não é uma tabela comparativa. Procurar alternativas grátis ao UptimeRobot em 2026 devolve listas todas parecidas; o que falta é a lista de perguntas que vale a pena fazer antes de investir tempo a configurar vinte sites numa plataforma — e as respostas que devem fazer-te desconfiar.
Se o que procuras são os números de cada ferramenta em concreto, isso vive noutro sítio: em alternativas há uma página por ferramenta, com os valores confirmados na fonte oficial e a data em que os verificámos.
Nota de transparência: estamos a construir a De Olho, que vai competir neste espaço. Não vamos fingir neutralidade. O que segue são critérios que podes aplicar a qualquer ferramenta, incluindo à nossa, e onde ainda não temos produto lançado dizemo-lo.
1. Qual é o intervalo real de verificação no plano gratuito?
O intervalo é o número mais importante e o mais inflacionado. Um plano gratuito com verificações de 5 em 5 minutos significa que, no pior caso, o site pode estar em baixo durante quase cinco minutos antes de alguém saber.
Para um site institucional, aceitável. Para uma loja online numa campanha, não.
Pergunta pelo intervalo do plano que vais efectivamente usar, não pelo melhor intervalo que a plataforma oferece.
2. Quantos monitores cabem — e o que conta como monitor?
“50 monitores grátis” soa generoso até perceberes o que conta como um monitor.
Algumas plataformas contam cada verificação separadamente: o site, a versão
www, o endpoint de saúde da API e a validade do certificado podem consumir
quatro lugares para um único cliente.
Divide o número anunciado por três ou quatro para teres uma estimativa realista.
3. Quanto tempo dura o histórico?
Este é o critério que a maioria das pessoas ignora e do qual mais se arrepende.
Muitos planos gratuitos guardam registos durante 7 a 30 dias. Parece suficiente até ao dia em que um cliente pergunta se o site esteve disponível no trimestre passado, e a resposta é que os dados já não existem.
Se usas monitorização como argumento comercial — e se geres sites de clientes, devias — o histórico é o produto. O alerta é só a parte que faz barulho.
4. Por onde chegam os alertas, e a que custo?
Praticamente toda a gente inclui email. O que varia é o resto:
- Webhooks são o mais versátil: com um webhook ligas a plataforma a praticamente qualquer coisa. Se o plano gratuito os incluir, o resto é detalhe.
- Slack e Discord costumam estar disponíveis, às vezes só em planos pagos.
- SMS e chamada telefónica têm quase sempre custo por unidade, mesmo em planos pagos. É legítimo — as operadoras cobram — mas confirma o preço antes de contar com isso.
A pergunta a fazer é simples: o alerta chega a um sítio que eu olho quando estou longe do computador? Se não chegar, o intervalo de verificação de um minuto é irrelevante.
5. As páginas de estado públicas estão no plano gratuito?
Uma página de estado pública — aquele URL que mostra ao cliente que o serviço está de pé — é a funcionalidade mais frequentemente reservada a planos pagos, e a mais fácil de subestimar.
Vale mais do que parece: substitui mensagens de “está tudo bem?” e transforma monitorização em algo visível para quem te paga.
Se estiver incluída, verifica se podes usar domínio próprio. Uma página de
estado no domínio da plataforma passa uma mensagem diferente de uma em
estado.oteudominio.pt.
6. De quantos sítios é feita a verificação?
Uma verificação a partir de um único servidor não distingue “o site caiu” de “a rota entre aquele servidor e o site caiu”. Verificação de vários pontos geográficos reduz falsos positivos, porque a plataforma pode confirmar a falha a partir de outro sítio antes de te acordar.
Se uma ferramenta gratuita não diz de onde verifica, assume que é de um sítio só. A De Olho, no lançamento, vai verificar a partir de Portugal apenas — dizemo-lo aqui pela mesma razão que gostaríamos que os outros o dissessem.
7. Consegues sair com os teus dados?
Antes de configurar vinte monitores, confirma que consegues exportá-los. Uma plataforma sem exportação transforma dois anos de histórico em refém.
Procura por API, exportação CSV, ou pelo menos uma listagem que consigas copiar.
O que fazer com isto, e onde ver as alternativas grátis ao UptimeRobot 2026
Se estás a decidir agora, a sequência que faz sentido é:
- Escolhe pelo intervalo de verificação e pela retenção de histórico — são os dois que não consegues contornar por fora.
- Confirma que há webhook no plano que vais usar. Com webhook, resolves qualquer canal de alerta.
- Trata a página de estado como bónus, não como requisito, a menos que tenhas clientes que a vão ver.
- Testa com um site durante duas semanas antes de migrar tudo. O custo de mudar de ideias cresce com cada monitor que configuras.
E, honestamente: qualquer ferramenta destas é melhor do que nenhuma. O erro caro não é escolher a plataforma errada — é descobrir que o site esteve em baixo porque um cliente ligou a dizer.
E se a pergunta ainda for a anterior a esta, o que é monitorização de uptime explica o que estas ferramentas fazem, e o que não fazem.
A De Olho está em construção e vai competir exactamente neste espaço. Quando lançarmos, poderás aplicar-lhe todos os critérios acima — e entretanto as páginas de features dizem, uma a uma, o que já está a funcionar, o que vem no lançamento e o que fica para depois.
Estes critérios aplicados a cada ferramenta: UptimeRobot, Pingdom, Better Stack e Uptime Kuma.